Pré-simbolismo

Pós-graduada em Língua Portuguesa e Literatura (Mackenzie, 2016)
Licenciada em Letras Português-Inglês (FMU, 2012)

Publicado em 20/02/2019

O Pré-Simbolismo iniciou-se no começo do século XX, e não foi considerado uma escola literária.

Nesse período, por todo o Brasil, estava acontecendo algo marcante:

Todos acontecimentos vão influenciar a literatura brasileira, trazendo novos temas sobre um novo país.

Agora, os autores retratam um país doente, pobre, ignorado e esquecido. Eles tentam reinterpretar a vida social e a miséria, querendo saber de onde vieram os problemas e suas consequências.

As obras sofrem influência do grupo passadista, que mantém o passado vivo. Também recebem influência do grupo renovador, inovador, sendo considerado um dos primeiros passos do que será constituído no Modernismo.

As características que surgem nessas obras são:

  • Regionalismo: o homem da região, as tradições, a forma de falar.
  • Denúncia da realidade.
  • Personagens marginalizados: o pobre, o ex-escravo, as pessoas simples.
  • Sincretismo: novas formas de escrever.
  • Novas formas de expressão: romances de tese, ensaio, panfleto que documentam os problemas regionais.
  • As obras vão denunciar os problemas, protestar, criticar e documentar, chegando às diversas classes sociais.
  • Há dois países diferentes: o rural que mantém a economia do país, onde existem pessoas esquecidas e há outro país onde existem tecnologia e pessoas refinadas.

Autores pré-simbolistas

  • Graça Aranha (1868-1931): Foi escritor e diplomata brasileiro. Os seus textos tratam sobre a imigração, analisa o Brasil e as suas regiões e onde os seus personagens se encontram. Retrata a natureza de uma forma real, mostrando o belo e o feio. Escreveu romance de tese com sincretismo. A sua principal obra é “Canaã”.
  • Euclides da Cunha (1866-1909): Foi jornalista, escritor, poeta, historiador, engenheiro e professor. As suas obras tratam sobre os conceitos da sociedade brasileira. “Os Sertões”, retrata a saga do povo sertanejo em sua luta diária contra os abusos da elite. Utilizou de vocabulário raro e extenso, com estilo de prosa artística e científica, bem como intensificou e engrandeceu os fatos de sua narrativa.
  • Monteiro Lobato (1882-1948): Foi escritor, tradutor, ativista político, diretor e produtor. Ficou conhecido pelas suas inúmeras obras para o público infantil. Foi autor do Sítio do Pica-Pau Amarelo, sendo responsável pelas criações dos seguintes personagens: Visconde de Sabugosa, Cuca, a boneca Emília, Saci Pererê, Rabicó, entre outros. Além disso, também criou o famoso personagem Jeca Tatu, que denunciava as injustiças sociais que aconteciam no interior paulista. Utiliza de linguagem culta.
  • Lima Barreto (1881-1922): Foi escritor e jornalista, conhecido por criticar, através de suas obras, as injustiças sociais. A maioria de suas obras foram descobertas de publicadas depois de sua morte, sendo a principal “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. O autor dividiu-a em três partes, retratando a vida do personagem central: Policarpo Quaresma. É um funcionário público patriota e nacionalista, que valoriza o violão, a modinha e o folclore, bem como reconhece o tupi como língua oficial do país. Com linguagem mais simples e local, o autor narra uma história em que o personagem tece duras críticas ao presidente Marechal Floriano, sendo condenado mais tarde ao fuzilamento. Fala sobre preconceito, com tom de humor e ironia.
  • Simões Lopes Neto (1865-1916): Foi escritor e empresário brasileiro. Trata sobre os costumes dos pampas, com linguagem local. Mostra as tradições, como se fala, o que se come, mostra a natureza, as lendas regionais. Seus personagens estão ingressos no interior do Rio Grande do Sul, mas com conflitos sociais universal. A sua principal obra são os “Contos Gauchecos”.
  • Augusto dos Anjos (1884-1914): Foi poeta brasileiro. As suas poesias obras constam linguagem culta, com padrão de poesia clássica. O autor analisa o existencialismo, fala sobre a morte, as angustias da vida e a forma materialista do corpo.