Ema

Por Thais Pacievitch
A ema (Rhea americana) é uma ave de grande porte, não voadora, pertencente à ordem dos Rheiformes, da família Rheidae.


Foto: Walter Fukuhara

Habita as planícies sul americanas, especialmente nos Cerrados e nos Pampas de países como Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. De plumagem castanha e acinzentada, a ema chega a 2 metros de comprimento, com 1,5 metros de envergadura. Alcança 1,70 m de altura, com peso que varia de 25 a 35 kg.

Suas penas são utilizadas como adorno, para decoração, enquanto sua carne é comestível, apesar de fibrosa e mole.

Embora não voe, a ema é a segunda ave mais veloz em corridas do mundo, alcançando cerca de 60 km/h, perdendo apenas para o avestruz, que alcança os 80 km/h. Suas grandes asas permitem um maior equilíbrio, o que lhe a mudança de direção na corrida.

Alimentam-se de folhas, capim, frutos, sementes, brotos, insetos, lagartos, rãs, ratos e cobras. Engole inclusive algumas pedrinhas, o que acaba ajudando na trituração dos alimentos. Em épocas de calor muito grande, as emas dormem durante o dia e se alimentam durante a noite.

Vivem em bandos de 20 a 30 emas, se dispersando na época do acasalamento, que ocorre no mês de outubro. Nessa época, o bando se separa em grupos menores, sempre compostos por 1 macho e, em média, 6 fêmeas.

O macho prepara somente um ninho, normalmente um buraco no chão, no qual todas as fêmeas botam os ovos. Cada fêmea coloca de 4 a 5 ovos no ninho, ou seja, em um harém composto por seis fêmeas, haverá em média 24 ovos. Cada ovo pesa aproximadamente 600 gramas. O mais curioso é que o macho é quem choca os ovos após a postura, enquanto as fêmeas procuram outro harém em formação, no qual irá passar pelo mesmo processo de acasalamento e postura dos ovos. Cada fêmea acasala com três machos, podendo ter, portanto, 12 crias. Quando o macho choca os ovos, torna-se extremamente agressivo a qualquer aproximação, atacando com violência ao sentir alguma ameaça.

Os filhotes nascem após 6 semanas, e permanecem sob os cuidados do macho. Após duas semanas, o filhote alcança meio metro de altura (sem contar o comprimento do pescoço).

Períodos longos de chuvas podem prejudicar a saúde das emas, pois suas penas, diferentemente da maioria das aves, não são impermeáveis.

A destruição do habitat das emas para abrir espaço para a agricultura e agropecuária é a principal causa da diminuição da população dessa ave. A contaminação das emas com agrotóxico utilizado nas plantações, das quais a ema pode se alimentar, é outro fator considerável, assim como a caça para consumo.