Ictiologia

Por Marcelo Oliveira
A área da zoologia dedicada ao estudo dos peixes é conhecida como ictiologia, originada no período paelolítico, tendo vários avanços significativos com o passar do tempo.

Está associada à biologia marinha, que estuda os ecossistemas de água salgada, à limnologia, estudo das comunidades bióticas de água doce, e à oceanologia, uma ciência multidisciplinar que estuda os oceanos sob os aspectos físico, químico, biológico e geológico.

Um ictiólogo pode estudar, através da ecologia, a relação entre os peixes e o meio em que vivem; analisar o comportamento desses animais usando a etologia, ou classificar as espécies utilizando as ferramentas que a sistemática permite diferenciar a fauna marinha, como a forma e o colorido do corpo, escamas, características das nadadeiras e outras peculiaridades externas.

No século XIX, o francês Goerge Cuvier e o alemão Marcus Elieser Bloch trabalharam no intuito de consolidar o conhecimento ictiológico da época, quando foi publicada a série, em 22 volumes, da obra literária "Histoire Naturelle des Poissons", ontem constavam 4514 espécies de peixes, tornando-se um dos tratados mais ambiociosos do mundo moderno.

Os peixes fazem parte da mais numerosa classe entre os vertebrados, ocupando as águas salgadas de mares e oceanos, e as águas doces de rios, lagos e açudes, sendo mais da metade das cerca de 24 mil espécies de peixes vivem em água salgada.

Esses seres aquáticos possuem características que favorecem seu desempenho em seu habitat, como o formato hidrodinâmico do corpo, achatado lateralmente e alongado, o que favorece seu deslocamento na água; nadadeiras para a locomoção, corpo coberto de escamas e pele dotada de glândulas produtoras de muco ambo eficientes na redução de atrito com a água, e a segmentação da musculatura do tronco, que permite a movimentação ondulatória.

Por serem pecilotérmicos, possuem a temperatura corporal variando de acordo com a do ambiente, mantendo-se normalmente próxima à temperatura ambiental. Sua respiração é feita através de brânquias, ou guelras, cujos vasos sanguíneos absorve o oxigênio presente na água, que entra pela boca do animal, e transfere para essa mesma água o gás carbônico que se forma no organismo do peixe para ser eliminado.

Como outros vertebrados, os peixes podem ser herbívoros, alimentando-se principalmente de algas, ou carnívoros, servindo-se de outros peixes, moluscos e crustáceos. Em zonas abissais, os grandes abismos oceânicos, existem também, além dos carnívoros, peixes detritívoros que se alimentam de restos orgânicos originários da zona "iluminada" do oceano.

Os peixes possuem vários órgãos dos sentidos, como a bolsa olfatória, que lhes dá um olfato bastante aguçado. Os olhos, no entanto permitem uma visão de curta distância aos peixes, sendo que alguns desses animais não distinguem cores, como o tubarão e a arraia.

A linha lateral, uma fileira de poros encontrada ao longo de cada lado do corpo, permite aos peixes sentirem as diferenças de pressão da água, correntes e vibrações causadas por uma presa, um predador ou simplesmente outros animais se movimentando ao seu redor, e principalmente a direção do movimento da água, o que lhe garante a locomoção em águas turvas ou sem luz.

Fontes:
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/1748/quando-crescer-vou-ser-ictiologo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ictiologia
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Peixes.php