Gondwana

Por Emerson Santiago
Gondwana é o nome dado a uma antiga massa de terra resultante da porção meridional do supercontinente denominado Pangeia.

Gondwana e Laurásia. Ilustração: USGS [domínio público] / via Wikimedia Commons

Gondwana e Laurásia. Ilustração: USGS [domínio público] / via Wikimedia Commons

Sua desagregação definitiva deu-se por volta de 570 a 510 milhões de anos atrás, dando origem à América do Sul, África, Austrália, Subcontinente Indiano, a ilha de Madagascar, e ao continente da Antártida, ao longo do período Cretáceo. O nome Gondwana é derivado de uma região central da Índia, chamada Gond. A esta região foi dado o nome "Gondavana", que em sânscrito, a língua primordial indiana, significa "bosque de Gond".

O estudo desta antiga massa de terra é de importância capital para a biogeografia, que busca nela relações de evolução e involução e de distribuição geográfica de inúmeros grupos taxonômicos surgidos naquela área ou ainda outros grupos que ali se originaram, disseminando-se, porém na metade setentrional da Pangeia, a Laurásia. Tal é o caso dos mamíferos placentários, que passaram à América do Sul e serviram de proteção a algumas espécies como as placerias e os koolasuchus, ou então a distribuição da flora antártica.

Sua história inicia-se ainda no período Pérmico, cerca de 250 milhões de anos atrás, onde todas as massas continentais estavam reunidas em um único supercontinente, a Pangeia. Este partiu-se cerca de 200 milhões de anos, dando origem a dois supercontinentes, a Laurásia, ao norte, e a Gondwana, ao sul. O limite das duas massas era o chamado mar Mesogeo, que se estendia do sul da Ásia, passando pelo que é o atual mar Mediterrâneo até o continente americano, que nesse tempo encontrava-se separado em dois: a metade norte encontrava-se ligada à atual Europa, enquanto que a metade sul estava ligada ao continente africano.

A Gondwana foi gradualmente dividindo-se em porções menores de terra por meio de fraturas em sua litosfera continental. Esses fragmentos, continentes ou subcontinentes se dispersaram em um processo que continua até os dias atuais, complementado agora por uma convergência geral dos continentes laurásicos (do norte) contra os do sul (gondwânicos).

A África, que constituía o núcleo central da Gondwana continua fragmentando-se. Em um passado relativamente recente este se separou da península arábica, que por sua vez continua migrando para noroeste, distanciando-se do Mar Vermelho. Também neste momento, embora muito lentamente, a região do Great Rift Valley também vai se descolando, sendo uma enorme fratura que parte desde a embocadura do rio Zambeze indo até o Mar Vermelho, passando pelos lagos Malawi, Tanganica, Victoria e Turcana.

Bibliografia:
http://ilhadeatlantida.vilabol.uol.com.br/mapas/gondwanapg.html - Página Ilha de Atlântida - Gondwana
http://divulgarciencia.com/categoria/gondwana/ - Página Divulgar Ciência - Gondwana