Caule

Por Marilia Araujo
O caule é uma estrutura importante para o vegetal, já que além de conduzir as seivas bruta e elaborada, num vai-e-vem entre a raiz e a copa das árvores ou arbustos, ou até as folhas no caso de vegetais mais simples. Também é responsável pela sustentação do corpo da planta.

Partes do Caule. Foto: Unpict / Shutterstock.com

Partes do Caule. Foto: Unpict / Shutterstock.com

O caule se divide assim: gema terminal (no ápice, é responsável pelo crescimento do vegetal), nó (de onde saem as folhas, ou flores, ou uma ramificação do caule), entrenó (região que fica entre dois nós) e gema axilar (produz folhas ou ramo folioso e geralmente não se desenvolve como a gema terminal).

As camadas de um caule são, após anos de crescimento: córtex, súber (presente nas plantas com crescimento secundário), câmbio cortical, floema, xilema e a medula (bem ao centro, em algumas situações quando há o crescimento secundário esta medula parenquimatosa desaparece).

Camadas do caule. Ilustração: LSkywalker / Shutterstock.com

Camadas do caule. Ilustração: LSkywalker / Shutterstock.com

As plantas apresentam células meristemáticas que são responsáveis pelo crescimento das estruturas vegetais. Existem dois tipos de meristemas: meristema apical e meristema lateral. O crescimento dos vegetais acontece de duas formas:

  • Crescimento primário: dado a partir do meristema apical, desenvolve o corpo primário (sentido vertical) da planta. Formando gomos que darão origem a ramos e folhas.
  • Crescimento secundário: é quando há adição de tecidos vasculares ao corpo primário do vegetal, graças à atividade do câmbio vascular e do felogênio (meristemas laterais). Esse crescimento se dá lateralmente (ou na horizontal), “encorpando” a planta.

Levando em consideração o quesito “desenvolvimento caulinar”, podemos classificar o caule em:

  • Erva: pouco desenvolvida, pequena consistência em razão da pouca ou nenhuma lenhificação.
  • Subarbusto: pequeno porte, maior que a erva, atingindo aproximadamente 1m de altura, com base lenhosa e o restante do caule é de consistência herbácea.
  • Arbusto: Acima do subarbusto, atingindo mais ou menos 5m de altura, resistente e lenhoso, ramificado a partir da base.
  • Arvoreta: possui a mesma estrutura arquitetônica de uma árvore, sendo que atinge no máximo 5m de altura.
  • Árvore: Normalmente maior que 5m de altura, tronco bem definido, sem ramos na parte inferior e a parte ramificada do vegetal constitui a copa.
  • Liana: cipó trepador que atinge muitos metros de comprimento.

Quanto à consistência do caule é possível classificar em:

  • Herbácea: caules de consistência herbácea tem aspecto de ervas, não-lenhificado, delicado. Podendo ser rompido num apertar de unhas, ou seja, facilmente.
  • Sublenhosa: resistente (duro) na base que é toda lenhificada, mas tem o ápice não-lenhificado.
  • Lenhosa: consistente e resistente como um todo, lenhificado, é possível perceber um crescimento secundário significativo.

E ainda se considerar o habitat do vegetal, podemos classificar o caule em:

  • Aéreo: todo caule que estiver acima do solo. Ex.: bambu, palmeiras, videiras.
  • Subterrâneo: todo caule que estiver abaixo (dentro) do solo. Ex.: cebola, alho lírio.
  • Aquático: todo caule que estiver na água. Ex.: elódea, aguapé.

Bibliografia:
VIDAL, Waldomiro Nunes & VIDAL, Maria Rosária Rodrigues (1990). Botânica organografica: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos. (3 ed.). Viçosa: Universidade Federal de Viçosa.
http://www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_plantas_angiospermas_caule.htm
http://www.labin.unilasalle.edu.br/infoedu/siteinfoedu1_03/turmasv_site/turma2_01/htmls/md6plantas.htm
http://marilia-araujo.blogspot.com/2009/08/botanica-parte-1.html
http://www.algosobre.com.br/biologia/meristemas-vegetais.html