Taioba

Por Marina Martinez
A taioba, cujo nome científico é Xanthosoma sagittifolium (L.), é uma monocotiledônea herbácea, tropical, perene, rizomatosa, que pode atingir até dois metros de altura. Possui como características grandes folhas cordiformes encontradas em tons de verde e roxo escuro, com enormes limbos cerosos e carnosos e, com nervuras marcantes.

Taioba
Taioba
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Alismatales
Família: Araceae
Gênero: Xanthosoma
Espécie: Xanthosoma sagittifolium

A planta é cultivada em praticamente todas as regiões do Brasil e por ser uma espécie tropical, necessita de temperaturas quentes, em torno de 25 a 28 graus Celsius. A taioba não tolera geada e em condições climáticas onde as temperaturas sejam inferiores a 15 graus Celsius, o crescimento da planta é muito comprometido. Para que se desenvolva bem, necessita de solos bem drenados, enriquecidos com matéria orgânica e cujo pH esteja entre 6 e 7. As taiobas podem ser colhidas de 80 a 100 dias após o plantio.

Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, a melhor época para o plantio de taioba é de setembro a novembro. No Centro-Oeste é de setembro a fevereiro e já na região Nordeste e Norte, onde o calor é predominante, as taiobas podem ser plantadas durante todo o ano.

Pertencente a família Araceae da qual estão inclusas cerca de três mil espécies, entre elas o inhame e diversas plantas ornamentais como o comigo-ninguém-pode e o copo-de-leite, a taioba é destaque por ser uma espécie comestível que apresenta alto teor de minerais e vitaminas.

Da taioba, utiliza-se para o consumo tanto as suas folhas, como também os seus rizomas. As folhas que possuem um sabor suave são excelentes fontes de vitamina A e diversas pesquisas já comprovaram inclusive, que a quantidade desta vitamina encontrada nas folhas de taioba é superior as encontradas nas cenouras, que são fontes de vitamina A, bastante populares. Além disto, as folhas contêm também vitamina C e minerais como o ferro, potássio e manganês. Já o rizoma, é ricamente constituído por carboidratos, porém não é muito consumido quanto às folhas, pelos brasileiros. Na África e na Ásia o consumo dos rizomas é comum.

No Brasil, principalmente nos estados de Mina Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo, aprecia-se muito o consumo de folhas de taioba. Elas que podem ser preparadas de variadas maneiras, desde cruas em saladas, como também refogadas e como ingredientes de receitas exóticas, estão se tornando cada vez mais conhecidas e presente na alimentação dos brasileiros, tanto por serem nutritivas, como também pelos seus poderes medicinais.

Fontes:
http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,4,103;10,taioba.aspx
http://www.cnph.embrapa.br/bib/saibaque/taioba.htm
http://www.umassvegetable.org/ethnic-crops/marketing/documents/Taioba.pdf
Foto: http://www.nutricaoemfoco.com.br/pt-br/site.php?secao=alimentos-T-Z&pub=6768