Herpetologia

Graduada em Ciências Biológicas (USU, 2009)

Herpetologia é um ramo da ciência que estuda os grupos de anfíbios (rãs, sapos, salamandras, tritões e cecílias/cobras-cegas) e répteis (cobras, lagartos, anfisbenídeos, tartarugas, cágados, tartarugas marinhas, crocodilos e os tuataras).

A sociedade brasileira de herpetologia (SBH) disponibiliza uma lista de espécies e subespécies de anfíbios e répteis brasileiros conhecidos e os novos grupos descritos, atualizando a lista com certa regularidade. Em 2015, dados dispostos no próprio site informam que a fauna de répteis do Brasil consiste em torno de 773 espécies e os anfíbios em 751 espécies. Vale ressaltar que novos grupos são descobertos anualmente, assim como, muitas outras espécies necessitam ser descobertas, nomeadas e descritas.

O estudo dos anfíbios e repteis é importante para a humanidade, pois a herpetologia permite utilizar a presença e a ausência dos organismos, principalmente os anfíbios, de seus habitats como bioindicadores de desequilíbrio ecológico e nas mudanças climáticas ocorridas no planeta. Além disso, as toxinas e venenos produzidos por estes animais são utilizados na medicina humana para combater doenças e evitar danos desencadeados pelo ataque dos próprios animais do grupo.

Os anfíbios (Classe Amphibia) são caracterizados como animais vertebrados, de pele fina e úmida que realizam os três tipos de respiração (branquial enquanto girinos e pulmonar e cutânea quando adultos). Podem ser encontrados apenas em ambientes úmidos e de água doce, foram o primeiro grupo na evolução a conseguir atingir o ambiente terrestre, desenvolvendo musculatura para sustentar o corpo e internalizando parte do processo respiratório para permitir a sobrevivência no ambiente terrestre. Mas mesmo com essas inovações, os anfíbios ainda possuem uma relação estreita com a água, pois dependem dela para manter a pele constantemente úmida e assim conseguir respirar e no período reprodutivo para encontrar o parceiro e desenvolver os ovos e larvas. Alguns anfíbios são venenosos, algumas espécies são conhecidas como as mais venenosas. Os venenos são produzidas por glândulas encontradas em toda a pele do animal. A classificação dos anfíbios dá-se em três ordens baseados principalmente na cauda e nos membros de locomoção:

  • Anuros: apresentam corpo curto, ausência de cauda quando adultos e as patas traseiras mais desenvolvidas que as dianteiras (utilizadas no salto). Os exemplares encontrados neste grupo são: os sapos, as pererecas e as rãs.
  • Ápodes: seu corpo é delgado e vermiforme, sem a presença de patas. O exemplar é a cecília que também pode ser chamada de cobra-cega.
  • Urodelos: possuem o corpo alongado, a cauda comprida e as patas com comprimentos iguais. Os exemplares encontrados neste grupo são: salamandras e tritões.

Os répteis (Classe Reptilia) estão agrupados os animais vertebrados de pele grossa e queratinizada, realizam respiração pulmonar. Foram o primeiro grupo a conseguir independência da água, não necessitando dela, na maioria dos casos, para se reproduzir, o sucesso deu-se pelas inovações na pele e no processo reprodutivo com o surgimento do ovo com casca ambos impedindo a perda de água para o meio ambiente (desidratação). A classificação dá-se em 4 ordens, sendo:

  • Quelônios ou Testudinata: são as tartarugas (marinhos), jabutis (terrestres) e cágados (água doce).
  • Crocodilia: são os crocodilos e jacarés.
  • Squamata: são as cobras e os lagartos.
  • Rhynchocephalia: são as tuataras.

Bibliografia:

Hickman, Jr. et al. Princípios integrados de zoologia. Guanabara Koogan - 16ª edição, 2016.

POUGH, F.H; JANIS, C.M; HAISHER, J.B. A vida dos Vertebrados. Editora Atheneu, 4ª edição, São Paulo, 2006.

Sociedade Brasileira de Herpetologia. Site: http://sbherpetologia.org.br/. Acessado em: 08/01/2018.

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