Damasco

Especialista em Gestão Ambiental (AVM-RJ, 2012)
Graduada em Biologia (UFRural-RJ, 2009)

O damasco (Prunus armeniaca), também conhecido como abricó, pertence à família Rosaceae que também abriga os pêssegos, cerejas e amoras.

Sua origem ainda é um pouco incerta, alguns pesquisadores afirmam ser da Armênia (por conta de seu nome armeniaca), mas a grande maioria diz terem surgido na Sibéria e na China, porém sua localização de origem dentro da China é totalmente controversa. É uma fruta bem antiga com registro de mais de 5000 anos e ainda especula-se que as maçãs dos Jardins do Éden na verdade eram damascos. Além disso, foi levada para o Oriente Médio que se tornou o ponto de maior produção do mundo.

Damasco. Foto: Irina Borsuchenko / Shutterstock.com

O damasqueiro é uma árvore de pequeno porte, com altura variando entre 3 e 6 metros, com tronco robusto e casca castanho-escuro; copa arredondada, folhas ovais (cordiformes) e pecíolo avermelhado; flores solitárias brancas ou rosadas. Seu fruto é pequeno arredondado, carnoso, com polpa e casca amarelas, podendo ser mais rosadas ou alaranjadas.

Flor do damasco. Foto: APugach / Shutterstock.com

Atualmente o damasco possui basicamente 3 variedades: europeia, asiática e híbridos e com isso temos frutos brancos, cinzas, pretos, rosa, além do amarelo. Apesar de não ser muito comum, é possível encontrar o fruto fresco no Brasil, mesmo seu consumo na forma seca seja a mais comum, principalmente nas festas de final de ano.

Seu cultivo requer alguns cuidados, pois por ser uma planta de clima moderado, pode sofrer com excesso de sol principalmente na primavera. Requer um solo rico em nutrientes e bem drenado pelo excesso de umidade também afetar sua produção. No Brasil é pouquíssimo cultivado, sendo encontrado apenas no Rio Grande do sul e nas regiões mais frias de Minas Gerais.

Como dito anterior, sua forma de consumo mais comum é na forma seca, onde concentra ainda mais suas propriedades nutricionais. É uma fruta rica em betacaroteno, vitaminas A e C e fibras. Além da maior concentração de nutrientes na forma seca, também temos aumento da quantidade de calorias, o que remete a um consumo moderado.

O fruto pode ser consumido in natura ou na forma de doces, geleias e cremes. Também pode se extrair óleos essenciais que possuem propriedades antioxidantes e hidratantes, sendo excelente para a pele. É uma grande auxiliar no combate a anemia, raquitismo, desnutrição, cirrose hepática. Tem ação digestiva e diurética; e na sua forma seca tem efeito laxativo. O chá de suas folhas por cozimento em forma de gargarejo combatem amigdalites e faringites.

Damasco seco. Foto: Jolanta Wojcicka / Shutterstock.com

Mesmo tendo muitos benefícios, alguns cuidados devem ser tomados ao consumir a fruta seja in natura ou seca, algumas substâncias conservantes podem desenvolver alergias, como o salicilatos que provocam reações a pessoas alérgicas a aspirina (ácido acetilsalicílico). A semente do damasco quando doce é comestível, porém se for amarga contém uma substância que produz ácido cianídrico que é um veneno potente.

Referências:

http://www.netafim.com.br/pt/crop/apricot/best-practice

https://nplantas.com/damasco-a-origem/

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