Domínio morfoclimático de Mares de Morros

Especialista em Geografia do Brasil (Faculdades Integradas de Jacarepaguá, RJ)
Mestre em Educação (Estácio de Sá, 2016)
Graduado em Geografia (Simonsen, 2010)

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O domínio morfoclimático de Mares de Morros está presente na região costeira do brasil, especialmente nas regiões nordeste e sudeste do Brasil ocupando aproximadamente quinze porcento do território nacional e espalhado por 13 estados. Por essa proximidade com o mar, por vezes, é equivocadamente chamada de domínio morfoclimático de mares E morros, ao invés do nome correto de mares de morros.

Como o nome diz, é composta principalmente por morros: elevações no relevo já bem antigas, possuindo um formato arredondado e mais baixo do que o das montanhas.  Estes morros costumam ser descritos muitas vezes como lembrando uma metade de uma laranja com a parte arredondada para cima e a parte plana (cortada) em contato com o solo. Essa sequência do arredondado dos morros, forma um desenho que lembra as ondas no mar.

Serra da Mantiqueira, localizada no domínio morfoclimático Mares de Morros. Foto: Leonidas Santana / Shutterstock.com

O seu clima predominante é o tropical marítimo (ou litorâneo) nas planícies litorâneas que cercam os morros, e o tropical de altitude em algumas regiões mais elevadas. Seu clima é quente e úmido, só não ultrapassando o clima equatorial em intensidade de calor e chuvas.

Foi o primeiro domínio morfoclimático ocupado pelos portugueses durante a colonização do Brasil. Até hoje é considerado a “vitrine do Brasil” sendo a imagem mais comum que se tem do Brasil no exterior.

A cidade do Rio de Janeiro, localizada neste domínio morfoclimático, é conhecida como Cidade Maravilhosa. A cidade de Olinda também foi nomeada por conta de sua beleza, sendo chamada de “Ó Linda” de onde se originou "Olinda".

Além disso, esse domínio atravessa as principais e maiores cidades brasileiras, concentrando também a maior parte da população brasileira (aproximadamente setenta e dois porcento da população total) e grande parte do poder econômico brasileiro (aproximadamente setenta porcento do Produto Interno Bruto - PIB), também é a região com vegetação mais devastada (sobraram pouco mais de doze porcento da vegetação nativa) e com maior interferência humana no ecossistema.

A sua vegetação é a Mata Atlântica, que recebe esse nome por conta da direta influência do Oceano Atlântico sobre as regiões ocupadas por ela. Esta mata está entre aquelas que possui uma das maiores diversidades de espécies animais (como o mico leão dourado) e plantas (como o Pau Brasil, que dá origem ao nome do país), uma riqueza ambiental ímpar, atualmente ameaçada de extinção com o constante desmatamento desta vegetação.

Em sentido estrito, a Mata Atlântica trata-se de uma floresta de densa cobertura, com as suas principais plantas sendo ombrófilas (plantas adaptadas ao forte regime de chuvas), sempre verdes (perenifólias), muitas vezes com a copa das árvores alcançando altitudes elevadas. Porém, por extensão, o termo pode ser aplicado para as coberturas vegetais próximas.

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