Grão-Pará

Grão-Pará é o nome com o qual o atual estado do Pará era conhecido no períodos colonial e imperial. O nome Pará tem origem no termo Pa'ra, que significa "rio-mar" na língua tupi-guarani, pois era assim que os indígenas se referiam ao braço direito do rio Amazonas, aumentado com as águas do rio Tocantins, que é vasto a ponto de não se poder ver a outra margem, dando a impressão de se tratar de um mar, não de um rio. Os portugueses chamaram o território recém-ocupado de "Terra de Feliz Luzitânia", nome logo depois foi substituído pelo de Grão-Pará (grande rio-mar), para finalmente, se tornar apenas Pará.

A ocupação europeia da região começa no início do século XVI com as incursões de holandeses e ingleses, que estavam em busca de sementes de urucum, guaraná e pimenta. Os primeiros portugueses só chegarão em 1616, e o marco inicial de sua presença se dá com fundação do Forte do Presépio, ponto de partida da construção da cidade de Belém, na época Santa Maria de Belém do Grão-Pará.

Além da natureza hostil do terreno, estes primeiros ocupantes tiveram que lutar contra os núcleos europeus já instalados na região, além de enfrentar a oposição guerreira dos índios. Em 1621, é criado o Estado do Grão-Pará e Maranhão (com capital em São Luís), separado do estado do Brasil (com capital em Salvador), cuja criação tinha o objetivo de melhorar o contato da região com sua metrópole, além de incentivar a coleta das “drogas do sertão”, o cultivo da cana, algodão, café e do cacau, além da vinda de colonos.

Em 1637, uma expedição comandada por Pedro Teixeira parte de Belém até chegar a Quito, no Equador. Ao voltar, toma posse, em nome de Portugal, de todas as terras na margem esquerda do Rio Napo até o Oceano Atlântico, ou seja, quase toda a Amazônia. Nas décadas seguintes, foram explorados os principais afluentes do Amazonas devido à procura das chamadas "drogas do sertão", como a canela, a baunilha, o cravo, o urucu e o cacau. Sertanistas, religiosos, tropas de resgate, tropas de guerra, contratadas para vencer a resistência dos índios ou escravizá-los, subiam e desciam rios, montando feitorias, explorando a floresta, pescando, num esforço que resultaria mais tarde em uma ocupação efetiva da região. Na segunda metade do século XVII é criada a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, para fomento da região, com a introdução de escravos negros.

A união com o Maranhão é desfeita em 1774, ao mesmo tempo em que a região sofria com uma estagnação da economia local. À época da independência, o Grão-Pará é uma das regiões onde há conflito armado contra o domínio português. Ao longo do século XIX ocorreram no Destaca-se ainda o movimento popular da Cabanagem, ocorrido no período da Regência, em 1835 e sufocado em seguida, que chegou a decretar a independência da província e instalar um novo governo em Belém. No final do século, o crescimento econômico é retomado, a partir da exploração da borracha, que trouxe grande desenvolvimento para a região norte.

Bibliografia:
História do Estado. Disponível em: <http://www.citybrazil.com.br/pa/historia-do-estado>. Acesso em: 23 jul. 2012.
CASTRO, Leonardo. Pará Histórico. Disponível em: <http://parahistorico.blogspot.com.br/2009/02/o-para-historico.html>. Acesso em: 23 jul. 2012.

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