Furacão

Mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia (UDESC, 2016)
Graduada em Geografia (UDESC, 2014)

Furacões são tempestades tropicais de núcleo quente, com ventos contínuos a partir de 110 km/h podendo chegar a mais de 294 km/h. A formação dos furacões está ligada ao aquecimento dos oceanos nas regiões tropicais e ao movimento de Coriolis. Este aquecimento gera evaporação nas camadas superficiais do oceano e a formação de grandes zonas de baixa pressão. Fluxos ascendentes levam o ar quente para altas camadas da atmosfera e fluxos descendentes, o ar frio em direção ao centro da tempestade. Quanto maior o aquecimento do oceano, mais intensa será a transformação de energia e portanto, maior a potência do furacão.

Fenômenos como o El Niño aumentam a ocorrência e a intensidade dos furacões. Para que se forme um furacão é necessário que existam temperaturas a partir dos 27°C a uma profundidade de vários metros. A maior ocorrência de furacões está restrita aos oceanos tropicais, principalmente no Norte do Oceano Atlântico, no Oceano Índico, e principalmente a região Noroeste do Pacífico. O fim do verão de cada hemisfério é a época propícia a formação de furacões. A região do Atlântico Sul raramente apresenta condições propícias para a formação de furacões (devido a temperatura mais fria do Atlântico Sul), sendo o caso mais recente o do furacão Catarina, de categoria 1, que atingiu a costa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina em março de 2004.

Furacão Catarina. Foto: NASA.

Um furacão possui 3 zonas principais: Olho, coroa principal e coroa exterior, que são:

  • Olho: Centro do furacão, zona sem nuvens e de ventos fracos, a sua volta encontram-se as colunas de subsidência do ar quente. Seu raio pode variar de 5 a 50 km. As “paredes” do olho no entanto são as zonas que apresentam os ventos e precipitação mais intensas.
  • Coroa principal: Pode ter a largura de dezenas ou centenas de quilômetros, é a zona com maior turbulência, apresentando chuvas intensas, ventos fortes (o furacão Patricia em 2015, chegou a registrar ventos de 325 km/h) e pressão atmosférica menor. As nuvens cumuliformes que se formam nessa região podem apresentar disposição vertical de até 15 km.
  • Coroa exterior: É a zona mais externa, de aceleração dos ventos alíseos que alimentam o ciclone pela base.

A escala Saffir – Simpson é uma escala de 1 até 5 que mede a intensidade dos furacões a partir da velocidade dos ventos. Na escala 1 temos ventos entre 119 e 153 km/h, na escala 2 ventos entre 154 e 177 km/h, na escala 3 ventos entre 178 e 209 km/h, na escala 4 ventos entre 210 e 294 km/h e na escala 5, a mais forte e destrutiva para seres humanos, ventos a partir de 294 km/h. Importante destacar que os ventos nos furacões perdem intensidade ao atingirem a costa, devido as rugosidades do relevo e a diminuição da oferta de calor latente.

O termo furacão é uma variação regional da denominação costumeira: Ciclone. Outras variações são Tufão, no extremo Oriente e Pacífico, Baggio nas Filipinas, Willy-Willy ou Tornado na Austrália, Travados em Madagascar, etc.

Furacão Isabel, que atingiu os Estados Unidos em 2003 causando bilhões de dólares de prejuízos, além de 16 mortes. Os ventos chegaram a 375 km/h, o que o levou a ser classificado como um furacão de Categoria 5. Foto: NASA.

Referencial Bibliográfico:

Mendonça, F.; Danni-Oliveira, I. M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: oficina de texto, 2007.

http://www.inmet.gov.br

http://www.apolo11.com/tema_furacoes_saffir_simpson.php

https://veja.abril.com.br/mundo/patricia-o-maior-furacao-registrado-no-mundo-chega-a-costa-do-mexico/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u92026.shtml

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