Mata Atlântica

Por Caroline Faria
Considerada a quinta área mais ameaçada do mundo, a Mata Atlântica é uma formação vegetal brasileira que originalmente se estendia do Rio Grande do Sul até o Piauí, mas por se localizar em uma região de fácil acesso e que foi rapidamente colonizada (62% da população brasileira se encontra em região de Mata Atlântica) é o bioma brasileiro que mais sofreu (e sofre) com a ocupação do homem. Atualmente restam apenas 7% de sua cobertura original.

Ao todo, o domínio da Mata Atlântica ocupava uma região de 1.300.000 km² chegando até a Argentina e o Paraguai em áreas de baixadas, faixas litorâneas, matas interioranas e campos de altitude que correspondem por cerca de 15% do território nacional.

Já foram registradas mais de 1.361 espécies diferentes das quais, muitas são endêmicas (cerca de 567 espécies de animais que só existem ali). Sem contar a vegetação que, devido às características do solo, altitude e clima diferenciados desenvolveu características peculiares a cada região. São mais de 20 mil espécies de plantas. Algumas espécies da Mata Atlântica já são famosas como o Mico-leão-dourado que, infelizmente, ficou conhecido por ser o símbolo dos animais em extinção deste bioma.

A região da Mata Atlântica é o local onde existe a maior concentração de pessoas do país. As duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, se encontram em regiões onde inicialmente o desmatamento era causado pelo plantio de culturas como o café, que por muitos anos foi o “carro chefe” das exportações brasileiras. Desta forma, é impossível não levar em consideração o fator econômico e social em qualquer tentativa de preservar o que ainda resta da Mata Atlântica.
Diversos programas de pesquisa e conservação, não só da mata, mas também, do patrimônio cultural da região, vêm sendo desenvolvidos a fim de preservá-la e evitar que mais e mais áreas sejam degradadas.

Trabalhos como o desenvolvido pela ONG SOS Mata Atlântica que realiza pesquisas e campanhas educativas e ainda desenvolve projetos como o “Florestas do Futuro” ou “Mata Atlântica vai à escola”, ou ainda, a criação de parques e até reservas extrativistas onde a exploração de recursos é controlada, tentam conciliar a preservação da Mata Atlântica com o atendimento das necessidades básicas da população que já habita a região da formação florestal, economicamente, mais importante do país.

Veja Desmatamento da Mata Atlântica


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