Questões da prova Unespar 2016

Selecionamos as questões mais relevantes da prova de vestibular Unespar 2016. Confira!
* Obs.: a ordem e número das questões aqui não são iguais às da prova original.

Questão 31:

Platão, filósofo grego e um dos pensadores mais influentes da história da filosofia, deixou quase toda sua filosofia escrita em forma de diálogos. Na maioria deles, Sócrates é a personagem principal que debate com demais interlocutores os temas relevantes que constituem, de certa forma, o todo da filosofia de Platão. A forma de diálogo pode ser caracterizada como:


Questão 32:

A República de Platão é uma das obras mais lidas e reconhecidas da História da humanidade. Seu tema principal é:


Questão 33:

Aristóteles foi um dos pensadores mais importantes da história da filosofia no Ocidente, tanto por sua contribuição para a própria filosofia quanto para as ciências, que partiram de muitas questões apresentadas pelo filósofo para desenvolver suas investigações. Ele deixou duas obras dedicadas aos problemas das ciências práticas: Ética a Nicomaco e A Política. É de conhecimento de todos que, mesmo tendo sido aluno de Platão, Aristóteles construiu seu próprio pensamento e que, muitas vezes, apresentou ideias contrárias às de seu mestre. Um exemplo disso é sua Ética a Nicomaco. Marque a alternativa que melhor caracteriza a obra aristotélica.


Questão 34:

A filosofia moderna é marcada pela necessidade de afirmar a importância de um método para a investigação, fato que não afeta apenas as preocupações dos filósofos, mas também dos cientistas que começavam a esboçar, de forma mais metódica, produção de conhecimento. O método mais celebrado entre os filósofos da época foi aquele desenvolvido por René Descartes, conhecido como o pai do Racionalismo moderno. Contudo, o filósofo Francis Bacon colocou importantes críticas a respeito da validade do método de Descartes. Assinale a alternativa que melhor represente a contribuição de Descartes e a de Bacon, respectivamente.


Questão 35:

Leia o trecho abaixo, retirado do ensaio “Do padrão do gosto”, de David Hume.

“É com boa razão, diz Sancho ao cavaleiro narigudo, que pretendo julgar de vinhos: esta é uma qualidade hereditária em nossa família. Dois de meus parentes foram certa vez chamados a opinar sobre um barril de vinho supostamente excelente, pois era antigo e de boa safra. Um deles o saboreia, considera e, após madura reflexão, declara que o vinho é bom, não fosse por um ressaibo de couro que percebera nele. O outro, depois de usar as mesmas precauções, também dá veredicto favorável ao vinho, com a ressalva de um gosto de ferro que facilmente distinguira ali. Não pode imaginar o quanto ambos foram ridicularizados por seus juízos. Mas quem riu por último? Esvaziado o barril, encontrou-se no fundo dele uma velha chave de ferro presa a uma correia de couro.” (HUME, 2011, p. 180)

Assinale a alternativa que mais se aproxima da ideia exposta no texto acima.


Questão 36:

“A existência precede a essência” é uma inversão feita por Sartre de uma hierarquia milenar de valores defendida pela filosofia tradicional. Marque a alternativa que melhor explica o sentido desta inversão.


Questão 37:

Os filósofos da Escola de Frankfurt, reconhecidamente influenciados pelo pensamento de Karl Marx, voltaram suas pesquisas para questões relacionadas às artes e à comunicação, tais como a música, o cinema e ao rádio. O amplo desenvolvimento técnico e tecnológico permitiu uma aceleração na forma de veicular a produção cultural e, ao investigar isso, Adorno e Horkheimer criaram o termo indústria cultural. Sobre a influência exercida por Marx, assinale a opção que mais se aproxima da questão descrita acima.


Questão 38:

Em 1962, o físico norte-americano Thomas Kuhn publicou o livro A estrutura das revoluções científicas, obra que contribui para a construção de uma história das ideias e das ciências e foi fundamental para o desenvolvimento da filosofia da ciência. Segundo Kuhn, a estrutura básica do desenvolvimento de uma disciplina científica passa pelas seguintes etapas:


Questão 39:

O aborto é permitido no Brasil apenas em três situações: se a gravidez é decorrente de estupro, se há risco de morte para a mãe ou se o feto é anencefálico. A legalidade do aborto em decorrência do estupro é garantida por lei desde a década de 1940. Recentemente assistimos a uma enorme polêmica em torno do Projeto de Lei 5069 de 2013, da autoria do Deputado Federal Eduardo Cunha, que pretende dificultar o atendimento às vítimas de estupro, exigindo que passem por exame de corpo de delito para comprovar a violência sexual, além de punir, com até 3 anos de prisão, o funcionário da saúde que forneça informação ou profilaxia de gravidez sem esta condição. Na prática, além de fazer uma mulher violentada passar pelo constrangimento de ser encaminhada à segurança pública antes de receber atendimento de saúde, isto transformaria o próprio conceito de violência sexual de forma radical. Na legislação brasileira, hoje, violência sexual corresponde a qualquer atividade sexual não consentida, e a partir desta mudança, apenas seriam considerados violência sexual aqueles casos que incluem violência física. Uma das consequências mais nefastas deste projeto, é fragilizar ainda mais a condição de meninas e adolescentes violentadas cotidianamente por seus próprios familiares, um crime raramente denunciado e pouco combatido no país. Considerando que a cada dez minutos uma pessoa é estuprada no Brasil (dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública), este projeto de lei nos joga em um espanto assombroso e nos faz pensar: a quem interessam estas mudanças?


Questão 40:

No Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), realizado em 2015, uma questão causou polêmica ao apresentar a obra O segundo sexo, escrita pela filósofa francesa Simone de Beauvoir, em 1949. Apesar de se tratar de uma obra extremamente importante, sobretudo por defender a necessidade de se pensar a mulher como uma questão filosófica, esta não é sua única obra, assim como ela não é a única filósofa. A invisibilidade da mulher, na filosofia e também nas ciências, não pode ser explicada apenas por um motivo porque engendra um processo histórico-político que atravessa os séculos. Assinale a alternativa que não se relaciona corretamente com esse processo de invisibilidade da mulher.


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