Geografia do Amazonas

Licenciada em Geografia (UFG, 2003)

O estado o Amazonas está situado na Região Norte, sua capital é Manaus e quem nasce no estado é chamado de amazonense.

É o maior estado da federação e sua área compreende 1.559.168,117 km². Por conta de sua grande extensão territorial o Amazonas faz fronteira com vários estados e países:

  • limita-se com o estado de Roraima ao norte,
  • com o Pará a leste,
  • com o Mato Grosso pelo sudeste,
  • com Roraima a sul e com o Acre a sudeste.
  • Faz também fronteiras internacionais com a Venezuela, Colômbia e Peru.

Mapa do Estado do Amazonas, com os nomes das principais cidades e rios da região. Fonte: Rainer Lesniewski / Shutterstock.com

População

A população amazonense estimada, segundo o IBGE em 2018 era 4.080.611 pessoas distribuídas em 62 municípios. Em virtude de suas características naturais, o estado conta com uma das menores densidades demográficas do país: cerca de 2,23 hab/km².

Economia

Embora tenha vivido seu apogeu econômico no início do século XX, no período do Ciclo da Borracha, na atualidade, a economia amazonense tem forte dependência da Zona Franca de Manaus (ZFM). Criada em 1967, é uma área de livre comércio de importação e exportação. O governo cobra impostos menores ou isenta as empresas que ali se instalam.

A renda per capita do amazonense é uma das mais baixas do país, reflexo da principal atividade econômica das populações ribeirinhas, que ainda se concentram no extrativismo vegetal e na pesca.

Nos últimos anos, as áreas desmatadas da Floresta Amazônica, também têm dado lugar à atividade agropastoril. Grandes lavouras de milho e soja, além de produção de gado de corte – à parte das questões ambientais – têm apresentado considerável crescimento na economia do estado do Amazonas.

Relevo

O território amazonense é quase todo recoberto por formações de planície, que raramente alcançam 200 metros de altitude. Formação central do estado foi modelada pela rede hidrográfica, responsável pela desagregação transporte e deposição dos materiais. A Planície Amazônica abrange quase todo o estado do Amazonas, mas é limitada na porção sul, pelo Planalto Central e na porção norte pelo Planalto das Guianas.

Estão no Planalto das Guianas, ainda em território amazonense, o Pico da Neblina, com 3.014 metros de altitude e o Pico 31 de março, que conta com 2.992 metros acima do nível do mar. São os dois pontos mais elevados do relevo brasileiro.

Pico da Neblina. Foto: Força Aérea Brasileira.

Clima

O clima característico do Amazonas é o equatorial, que apresenta durante todo o ano altas temperaturas e elevada umidade. Em razão de sua localização no globo terrestre, esta região recebe maior incidência da radiação solar e isso contribui para a baixa amplitude térmica do estado – ou seja, as temperaturas variam pouco entre a mínima e a máxima.

O estado tem um dos mais altos índices pluviométricos – volume de chuvas – que ultrapassa os 2500 milímetros anuais. As altas temperaturas e o grande volume hídrico resultam na evaporação e formação de nuvens. A elevada pluviosidade é responsável pela manutenção da exuberante vegetação e pela farta rede hidrográfica do estado.

Vegetação

O Estado do Amazonas é ocupado pela Floresta Amazônica, que ao contrário do que muitos acreditam não tem a mesma fisionomia em toda a sua extensão. Podemos subdividir em três subtipos:

  • Floresta de Terra Firme (Hileia) – presente em regiões não alagadas ou alagáveis.
  • Floresta de Várzea – característica de áreas que passam por inundações periódicas (nos meses mais chuvosos)
  • Floresta de Igapó – que está situada em regiões permanentemente inundadas.

Floresta Amazônica. Foto: Filipe Frazao / Shutterstock.com

Hidrografia

A hidrografia do Amazonas é marcada pela presença do Rio Amazonas, que é o maior rio em volume d’água do planeta. A bacia hidrográfica do Amazonas forma o maior sistema fluvial do planeta. O rio se estende por 6400 km.

Os rios amazonenses, em razão do relevo plano, possuem alta navegabilidade. Esta característica explica a importância da rede fluvial para o escoamento da produção agropecuária e industrial, transporte de mercadorias e pessoas, além de ter papel fundamental na fixação das populações ribeirinhas e na formação de núcleos urbanos ao longo dos rios.

Fontes:

BRASIL. Ministério das Relações Exteriores. Disponível em: <http://dc.itamaraty.gov.br/imagens-e-textos/revista4-mat7.pdf

https://cidades.ibge.gov.br/brasil/am/panorama

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