Planalto das Guianas

Graduanda em Geografia (IFSP)
Graduada em Biologia (UNICSUL, 2018)

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O Planalto das Guianas ou Escudo das Guianas é uma das inúmeras formações geológicas mais antigas do mundo, tendo sua origem no período Pré-Cambriano, cerca de quatro bilhões a quintos milhões de anos atrás. Situa-se ao norte do continente Sul-Americano e se distribui entre Brasil, Guiana Francesa, Suriname, Guiana e parte da Venezuela.

No Brasil, se localiza na região norte, nos estados do Amazonas, norte do Pará, praticamente todo estado de Roraima e parte ocidental do Amapá. Os limites deste planalto são o rio Orinoco, ao norte e oeste, e a floresta amazônica ao sul. Diante disso, seu território possui recortes por serras, com encostas íngremes e cânions, tendo picos que ultrapassam os 2000 metros de altitude.

Sua cobertura sedimentar é muito antiga, sendo composta praticamente apenas pela rocha ígnea, quartzito e arenito sedimentar, logo, resistente a erosões. O Planalto das Guianas possui inúmeros picos e montes, se destacando:

  • Monte Roraima com 2.734,06 metros de altura, que se localiza na Serra do Pacaraima em Roraima;
  • Pico da Neblina, com 2.993,78 metros de altura, que se localiza na Amazônia, em fronteira com a Venezuela, na Serra do Imeri;
  • Pico 31 de março, com 2.972,66 metros de altura.

No Planalto das Guianas, está localizada a maior cachoeira do mundo, com a altura de 979 metros, a Angel Falls, que se localiza na Venezuela, além das cataratas Kaieteur e Urenduíque, na fronteira entre a Guiana e Brasil.

O monte Roraima, no extremo-norte do Brasil, está situado no Escudo cristalino da Guiana. Foto: Alexander Markelov / Shutterstock.com

Os cânions encontrados pela região foram formados pela ação de corrosão das águas dos rios nas rochas ao longo dos anos, formando vales profundos, com encostas quase verticais.

A fronteira brasileira, assim como os demais países na região do Planalto das Guianas, em praticamente em sua totalidade é composta por Terras Indígenas, ou Unidades de Conservação estaduais e federais. O isolamento geográfico é um dos fatores aliados para as comunidades indígenas, porém a acessibilidade e toda área do planalto das guinas é extremamente precária, com poucas estradas, rios caudalosos e navegações limitadas e o relevo que dificulta a entrada na região.

A região possui o clima equatorial, com elevadas temperaturas durante o ano todo, devido à grande incidência dos raios solares, altos índices de pluviométricos e baixa amplitude térmica. Deste modo, o clima equatorial se localiza próximo a linha do Equador, sendo conhecido também como clima tropical úmido. Durante todo ano é úmido com altos índices de evaporação, pluviosidade, assim como temperaturas, com os verões mais chuvosos ainda.

A vegetação em praticamente todo o relevo é de uma floresta equatorial, se destacando a Floresta Amazônica, que possui a vegetação perene, hidrófila e latifoliada. As folhas são largas e se mantem verdes em ambiente úmido, crescendo cada vez mais. Entretanto o solo possui a fertilidade baixam fazendo que a própria floresta se mantenha viva em seu próprio bioma, o Amazônico.

Diante da grande biodiversidade que se tem em toda a região, com grande número de espécies únicas, a vegetação do Planalto das Guianas se torna vulnerável, sendo futuramente alvo de expansão agrícola e pecuária. Além, de como já citado, as comunidades indígenas que ocupam a região se tornando necessário meios de proteção, pelos países da área, a fim de preservação local.

Bibliografia:

https://www.conservation.org/brasil/onde-trabalhamos/escudo-das-guianas

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