Divisão Lycopodiophyta

Lycopodium annotinum

Segundo Cronquist, um importante estudioso da Botânica, a divisão Divisão Lycopodiophyta é a mais antiga conhecida e que perdura até os dias de hoje. Também conhecida como Lycophyta, sua reprodução ocorre por meio da dispersão de esporofítica, ora são gametófitos ora se apresentam como esporófitos, culminando num evento biológico denominado alternância geracional. Esta divisão tem muitos representantes que estão subdivididos em ordens e classes. Abaixo veremos as 3 classes correspondentes à esta subdivisão:

Classe Lycopodiopsida

Os organismos representantes desta classe são de pequeno porte, produzem apenas um único tipo de esporo (ou seja, são homosporadas) e são de hábitat terrestre.

Classe Selaginellopsida

Os organismos desta classe podem ser rastejantes ou ascendentes, sexualmente produzem mais de um esporo (os micrósporos e megásporos) e por isso são denominados heterósporos. Suas folhas apresentam uma estrutura que fica entre o limbo e o pecíolo: a lígula (como mostra a seta na figura ao lado). As folhas estão presas ao longo caule de forma que lembram escamas.

Classe Isoetopsida

Os organismos desta classe são aquáticos, e um grupo é destaque: os lepidodendros. Foram prósperos no Período Carbonífero, chegaram a atingir cerca de 30m e suas folhas não eram largas, mas eram longas. Pelas características que possui, vem sendo comparada à um erva gigante.

Os licófitos tem um trajeto evolucionário vasto e amplo. Sua dispersão se deu nos períodos Siluriano e Devoniano. Graças às condições climáticas, bioecológicas e químicas desta época, esses organismos precisaram desenvolver adaptações (principalmente raízes e folhas) que os fizessem resistir à mais atípica das condições. Duas importâncias desta divisão, tanto comercial quanto pra medicina, são: comercialmente os esporos são muito procurados pelas fábricas de fogos de artifício, graças ao seu alto teor de inflamabilidade. Já no campo da medicina, uma espécie de licopódio chinês está tendo um de seus compostos químicos isolados para pesquisa, pois os cientistas acreditam que tal composto, o Huperzine, pode contribuir em grande escala para o tratamento do Mal de Alzheimer, uma doença degenerativa do cérebro.