Governo de Ernesto Geisel
O governo de Ernesto Geisel foi o primeiro, desde 1964, a chegar no poder com um cronograma político preciso, o seu objetivo era manter no poder o regime instalado em 1964.
A realidade do país na época era ruim, pois a economia se deteriorava, sendo impossível repetir o milagre, a sociedade civil estava cansada do longo Regime Militar e da falta de liberdade política, as Forças Armadas estava começando a se desgastar, devido à longa permanência no poder. Com toda essa situação o governo concluiu que a manutenção do regime Militar poderia causar um clima de insatisfação que poderia acarretar o fim desta forma de governo, então a solução encontrada foi a abertura política, com o grupo dominante mantendo-se no poder, conservando as características essenciais do regime, embora o caráter autoritário e repressivo teria que acabar.
Em novembro de 1974, as eleições legislativas ocorreram num clima de liberdade, o que foi uma surpresa, pois isso não acontecia há muitos anos. O MDB, cujo crescimento eleitoral foi muito significativo, ampliou consideravelmente sua bancada na Câmara Federal, elegendo mais da metade dos senadores e ganhando por uma vantagem muito grande nos grandes centros urbanos.
O governo aceitou essa relativa derrota com certa dificuldade, mas logo em seguida assinou um decreto, que foi conhecido como Lei falcão, o objetivo dessa lei era limitar quase por completo o acesso de candidatos ao rádio e a televisão. Essa lei visava impedir uma nova vitória da oposição, nas eleições municipais de 1976.
Enquanto tais acontecimentos se desenrolavam, a sociedade civil, que ficou tantos anos reprimida, começou a se organizar, a imprensa libertou-se da censura, o movimento estudantil reorganizou-se, os sindicatos passaram a pressionar o governo e etc.
Dos quatro primeiros governos pós-1964, o mais criativo e inteligente foi de Geisel, porém em termos econômicos e administrativos essa situação foi bem diferente. O governo não soube se adaptar a política econômica, insistiu na manutenção de altas taxas de crescimento e na realização de projetos muito caros, e com isso teve que pedir ajuda a empresários de outros países, meso não tendo condições de pagar as dividas anteriores. Nos cinco anos de administração do general Geisel, a divida externa passou de 15 para 43 bilhões de dólares e a inflação, de aproximadamente 20% ao ano, passou para 40%.
Como o governo tinha um caráter autoritário, as principais decisões eram tomadas por um grupo pequeno de pessoas, e por essa atitude fez com que diversos projetos, que em princípio eram até interessante para o país fossem executados de maneira equivocada. Outros graves erros de planejamento aconteceram nesse período, o governo tentou auxiliar empresas em dificuldades, patrocinando-as com enormes quantias em dinheiro, o que não foi favorável pois elas já estavam praticamente falidas.
A realidade do país na época era ruim, pois a economia se deteriorava, sendo impossível repetir o milagre, a sociedade civil estava cansada do longo Regime Militar e da falta de liberdade política, as Forças Armadas estava começando a se desgastar, devido à longa permanência no poder. Com toda essa situação o governo concluiu que a manutenção do regime Militar poderia causar um clima de insatisfação que poderia acarretar o fim desta forma de governo, então a solução encontrada foi a abertura política, com o grupo dominante mantendo-se no poder, conservando as características essenciais do regime, embora o caráter autoritário e repressivo teria que acabar.
Em novembro de 1974, as eleições legislativas ocorreram num clima de liberdade, o que foi uma surpresa, pois isso não acontecia há muitos anos. O MDB, cujo crescimento eleitoral foi muito significativo, ampliou consideravelmente sua bancada na Câmara Federal, elegendo mais da metade dos senadores e ganhando por uma vantagem muito grande nos grandes centros urbanos.
O governo aceitou essa relativa derrota com certa dificuldade, mas logo em seguida assinou um decreto, que foi conhecido como Lei falcão, o objetivo dessa lei era limitar quase por completo o acesso de candidatos ao rádio e a televisão. Essa lei visava impedir uma nova vitória da oposição, nas eleições municipais de 1976.
Enquanto tais acontecimentos se desenrolavam, a sociedade civil, que ficou tantos anos reprimida, começou a se organizar, a imprensa libertou-se da censura, o movimento estudantil reorganizou-se, os sindicatos passaram a pressionar o governo e etc.
Dos quatro primeiros governos pós-1964, o mais criativo e inteligente foi de Geisel, porém em termos econômicos e administrativos essa situação foi bem diferente. O governo não soube se adaptar a política econômica, insistiu na manutenção de altas taxas de crescimento e na realização de projetos muito caros, e com isso teve que pedir ajuda a empresários de outros países, meso não tendo condições de pagar as dividas anteriores. Nos cinco anos de administração do general Geisel, a divida externa passou de 15 para 43 bilhões de dólares e a inflação, de aproximadamente 20% ao ano, passou para 40%.
Como o governo tinha um caráter autoritário, as principais decisões eram tomadas por um grupo pequeno de pessoas, e por essa atitude fez com que diversos projetos, que em princípio eram até interessante para o país fossem executados de maneira equivocada. Outros graves erros de planejamento aconteceram nesse período, o governo tentou auxiliar empresas em dificuldades, patrocinando-as com enormes quantias em dinheiro, o que não foi favorável pois elas já estavam praticamente falidas.
Bibliografia
1. Livro texto História, Cláudio Vicentino
2. História do Brasil, José Carlos Pires de MOURA
2. História do Brasil, José Carlos Pires de MOURA
| Autores: Fernando Sirugi Categorias: Mandatos Presidenciais do Brasil | |
![]() | Data: 08/09/2008 |



