Papilas Gustativas

Por Débora Carvalho Meldau
As papilas gustativas, também conhecidas como papilas linguais, são definidas como elevações do epitélio oral (superfície dorsal da língua)

Estas estruturas são divididas em quatro tipos distintos conforme sua forma e função:

  • Papilas filiformes;
  • Papilas fungiformes;
  • Papilas foliadas;
  • Papilas circunvaladas.

Papilas Filiformes

Estas constituem estruturas estreitas e de forma filamentar. Costumam representar a maioria das papilas gustativas e auxiliam a língua na captura e condução da ingesta para o interior da cavidade oral. Isso é auxiliado, em parte, pela direção que as papilas encontram-se posicionadas, apontando para a faringe. Seu epitélio de revestimento não é constituído por botões gustativos e é do tipo corneificado. Contudo, o tamanho e o papel que desempenham podem variar de acordo com a espécie.

Papilas Fungiformes

Este tipo de papila gustativa apresenta forma semelhante ao de um cogumelo, com base estreita e a porção apical dilatada e lisa. Apresentam parcos botões gustativos em sua superfície superior distribuídos de modo irregular entre as papilas filiformes, especialmente em espécies carnívoras.

Papilas Foliadas

Estas papilas, também são conhecidas como papilas folhadas, são pouco desenvolvidas nos seres humanos e são definidas como duas ou mais rugas paralelas divididas por sulcos na região dorsolateral da língua, apresentando numerosos botões gustativos. Em outras espécies, esta última estrutura pode ser rudimentar ou ausente, como é o caso dos felinos e ruminantes, respectivamente.

Papilas Valadas

Também conhecidas como papilas circunvaladas, consistem 7 a 12 grandes estruturas circulares, apresentando superfície achatada que se estende acima das demais papilas gustativas. São observadas na região do V lingual, na parte posterior da língua.

Diversas glândulas serosas, conhecidas como glândulas de von Ebner, liberam seu conteúdo no interior de uma depressão que rodeia cada papila. Esta característica possibilita que haja um fluxo contínuo de líquido sobre numerosos botões gustativos localizados lateralmente nestas papilas. Este fluxo possui importante papel no processo de remoção de partículas de alimentos adjacentes aos botões gustativos. Essa glândula também libera uma lípase que aparentemente previne a concepção de uma camada hidrofóbica sobre os botões gustativos, fator que poderia trazer prejuízos à sua função. Além disso, a lípase lingual pode ser ativada na cavidade gástrica, podendo digerir até 30% dos triglicerídeos presentes na dieta.

Fontes:
Tratado de Histologia Veterinária – Samuelson, Don A., 2007.
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.