História das navegações

Licenciatura Plena em História (Faculdade JK-DF, 2012)
Pós-graduação em História Cultural (Centro Universitário Claretiano, 2014)

Publicado em 12/04/2019

Pequenas navegações começaram ainda na antiguidade a ser feitas por povos da mesopotâmia (antiguidade) que se lançaram no mar para trocas comerciais, conquistas territoriais e até mesmo batalhas navais. Os egípcios foram um desses povos da antiguidade que começaram por dominar o Rio Nilo para se locomoverem ao longo do país. Os fenícios foram também uma civilização que dominaram o Mar Mediterrâneo nesta era, assim como os gregos e os romanos que se lançaram neste mar, foram até à costa africana pelo Mar Vermelho com pequenos barcos a vela.

Os vikings nos sécs. VIII até ao XI ficaram muito populares devido aos seus barcos muito ágeis e fáceis de manobrar na sua exploração pelo Atlântico Norte.

Antigo mapa do Mar do Norte (c. 1572). Foto: Sergey Mikhaylov / Shutterstock.com

Com a chegada da Idade Média os europeus detinham conhecimentos náuticos deixados através de documentações da Idade Antiga e sabiam dos limites entre o continente dos ditos civilizados (os cristãos) e dos não civilizados, os povos que não eram colonizados nem cristãos.

As Grandes Navegações também nomeadas de Era dos Descobrimentos, ocorreram entre o séc. XV e XVII e foi iniciada pelos portugueses, posteriormente os espanhóis e outros europeus, proporcionou novas rotas comerciais e relações com o continente Africano, Americano e asiático, impulsionados pela comercialização de metais preciosos e especiarias. Essas rotas pelos Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico foram descobertas resultando no mapeamento do mundo, contatos culturais com outros territórios e demarcações de fronteiras.

As navegações do séc. XV marcaram a passagem da era feudal para a Idade Moderna, juntamente com movimentos como o Renascimento e Humanismo que estimularam o crescimento intelectual e cientifico, uma vez que tudo que era visto como plantas, animais, alimentos nos continentes descobertos era documentado e transportado para estudo. O homem passou a ser o centro de tudo. Nesse “intercâmbio cultural” que ficou designado como o contato do Velho Mundo com o Novo, foi contraído muitas doenças desconhecidas por ambos.

A descoberta de novos continentes foi o evento mais significativo da globalização. O descobrimento da América movimentou o comércio global de ouro, prata, cana-de-açúcar. O milho e a mandioca levados pelos portugueses à Europa tornaram-se alimentos muito importantes para cotidiano.

Não só a economia europeia foi beneficiada com o ato da navegação, os chineses também foram favorecidos pelas mercadorias levadas pelos portugueses, espanhóis e holandeses. A moeda de câmbio dos orientais era o cobre, que com a chegada da prata foi substituída e desfavoreceu os portugueses que por consequência começaram a negociar com o Japão.

As navegações da Idade Moderna proporcionaram negócios altamente lucrativos em diversos aspectos. Interligou o mundo através do comércio e ocupação de diversos territórios que foram explorados e posteriormente e viraram colônias. O mapeamento do globo terrestre adequou novas rotas marítimas pelos continentes com o apoio da igreja na difusão da fé cristã.

O ato de navegar é tão importante que está presente na marca deixada hoje pelo mundo. Grande parte da mão de obra construtiva foi também trazida por mar através da rota dos escravos e os materiais trazidos nas novas terras viriam a ser utilizados para a construção de igrejas e infraestruturas que hoje são históricas e seculares nesses continentes no geral.

A navegação pode ser nomeada como a maior obra que impulsionou a globalização mundial e a capacidade de unirmos pontos entre o globo terrestre que não estavam ligados por terra.

Referências:

https://marsemfim.com.br/fenicios-grandes-navegadores/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Navega%C3%A7%C3%A3o_na_Antiguidade

https://www.stoodi.com.br/blog/2018/04/24/grandes-navegacoes/

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