Biodiversidade

A palavra biodiversidade deriva de diversidade biológica e consiste na variedade de formas de vida existentes no mundo. Esse conceito foi idealizado por Walter G. Rosen em 1985, enquanto planejava a realização de um fórum sobre diversidade biológica na cidade de Washington, Estados Unidos (FRANCO, 2013). Toda a biodiversidade existente é classificada, atualmente, em cinco grandes reinos:

A biodiversidade da natureza. Fotos: Krzysztof Odziomek (peixes); Geanina Bechea (tucano); Eduard Kyslynskyy (tigre) e BlackHoleSun Photography (cachoeira) / Shutterstock.com

A biodiversidade da natureza. Fotos: Krzysztof Odziomek (peixes); Geanina Bechea (tucano); Eduard Kyslynskyy (tigre) e BlackHoleSun Photography (cachoeira) / Shutterstock.com

Monera: bactérias, cianobactérias e arqueobactérias. Seres unicelulares, procarióticos (material genético disperso no citoplasma, sem delimitação por membrana). Habitam os mais diversos ambientes, desde fontes de águas termais de 110ºC ao intestino humano. São decompositoras. Algumas espécies são utilizadas na indústria alimentícia para produção de iogurtes e coalhadas (lactobacilos), vinagre (acetobacter), enzimas e aminoácidos, queijo. Outras estão presentes nas estações de tratamento de esgoto, com a finalidade de diminuir a carga de matéria orgânica presente no efluente. No trato digestório de mamíferos ruminantes, possibilitam a digestão da celulose. Importantes para as plantas, algumas associam-se às leguminosas, fixando o nitrogênio atmosférico. Muitas espécies, também, são parasitas, sendo a causa de diversas doenças, como cólera, meningite, tuberculose, coqueluche, dentre outras.

Protista: protozoários e algas unicelulares. Seres unicelulares, eucarióticos (com material genético delimitado por uma membrana que forma o núcleo) e heterotróficos (não produzem seu alimento). São, em sua grande maioria, aquáticos, tanto de água doce quanto de água salgada. Fazem parte do plâncton. Algumas espécies são parasitas humanas, causando doenças como amebíase, giardíase, leishmaniose, toxoplasmose, dentre outras.

Fungi: fungos. Podem ser uni ou pluricelulares e são eucarióticos. Muito confundidos com plantas, diferem das mesmas por serem heterotróficos. Algumas espécies são decompositoras da matéria orgânicas, outras são parasitas de plantas e animais. Na espécie humana, causa a micose. Na indústria alimentícia, utilizam-se alguns para a fabricação de bebidas alcoólicas, no processo de preparação do pão e de algumas variedades de queijos. Alguns fungos são utilizados como alimento, como é o caso do champignon.

Animalia: animais. Seres pluricelulares, eucarióticos e heterotróficos. Existem espécies aquáticas e também terrestres. São comumente classificados como vertebrados (animais que possuem vértebras) e invertebrados (animais que não possuem vértebras), sendo estes últimos os mais diversos.

Plantae: plantas e algas pluricelulares. São pluricelulares, eucarióticos e autótrofos, produzindo seu próprio alimento através de um processo chamado fotossíntese. Habitam ambientes aquáticos e terrestres. Além disso, são sésseis, incapazes de locomoverem-se.

Estima-se que exista no mundo cerda de 8,7 milhões de espécies de seres vivos, de acordo com um estudo publicado pela revista científica PLoS Biology. Destas, 1,2 milhão já foram formalmente descritas.

Infelizmente, toda essa biodiversidade está ameaçada. Segundo o WWF Brasil, especialistas calculam que entre 0,01 e 0,1% de todas as espécies existentes são extintas por ano. O crescimento populacional e o consumo contribuem para esse desastre, levando à destruição dos hábitats e ao comércio da fauna silvestre, principais causas da queda da população das espécies.

Referências:
BLACK, Richard. Pesquisa calcula em 8,7 milhões número de espécies existentes. BBC News, 2011. Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2011/08/110824_especies_numero_pesquisa_rw.shtm.

FRANCO, José Luiz de Andrade. O conceito de biodiversidade e a história da biologia da conservação: da preservação da wilderness à conservação da biodiversidade. História, São Paulo, v.32, n.2, p. 21-48, jul./dez. 2013.

QUAIS são os principais motivos para estarmos perdendo tanta biodiversidade? Disponível em: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/biodiversidade/motivos_perda_biodiversidade/.

QUANTAS espécies estamos perdendo? Disponível em: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/biodiversidade/quantas_especies_estamos_perdendo/.

REIS, Cintia Moreira Ramos. Importância das bactérias para a humanidade. 2009. Disponível em: http://cienciadanatureza.blogspot.com.br/2009/09/importancia-das-bacterias-para.html.

SOTO, Yheny. Hábitats en los que prosperan las bactérias. 2009. Disponível em: http://ventanaalreinomonera.blogspot.com.br/2009/08/habitats-en-los-que-prosperan-las.html.