Clima do Maranhão

Graduado em Geografia (UFG, 2017)

O Maranhão é o segundo maior estado da Região Nordeste em extensão territorial, que divididos em 217 municípios possui uma área de 1.554.300 km². O Estado está em uma região de baixa latitude, por conta de sua proximidade com a Linha do Equador, e tem um litoral de aproximadamente 640 quilômetros.

Os fatores climáticos dos climas maranhenses

O Maranhão, ao longo de sua extensão territorial, possui três tipos de clima. Essa diversidade climática presente no Estado, se deve a alguns fatores climáticos:

  • As massas de ar: No Maranhão, a predominância de climas quentes e úmidos se devem às influências das massas de ar Equatorial Atlântica (mEa) e a Equatorial Continental (mEc).
  • A maritimidade: No litoral maranhense, há a influência da Maritimidade em regiões costeiras no Estado, ocasionando em uma baixa amplitude térmica nas cidades litorâneas.
  • A continentalidade: No interior do Maranhão a alta amplitude térmica é justificada pela influência da continentalidade, já que no período noturno o calor durante o dia é perdido muito rápido para a atmosfera, ocasionando em uma queda na temperatura.
  • Latitude: Por estar situada bem próxima a Linha do Equador, o Maranhão que está situada em uma região de baixa latitude, ou seja, está em uma área que recebe iluminação solar com muita intensidade terá altas temperaturas durante todo o ano.
  • El Niño: O aumento da temperatura somada à redução de chuvas no Estado do Maranhão se constitui como a influência do El Niño, que é derivado do aquecimento das águas do Oceano Pacífico.

Os climas do Maranhão

Ao longo de sua extensão territorial, o Estado do Maranhão possui três tipos climáticos:

  • Clima Equatorial: Presente na região Oeste e Noroeste do Estado.
  • Clima Tropical úmido: Característico de grande parte da extensão territorial do Estado.
  • Clima Tropical subúmido: Predomina na região sudeste do Maranhão.

Unidades Climáticas do Maranhão. Fonte: Embrapa.

O Clima Equatorial presente nas partes Oeste e Noroeste do Estado, se caracteriza por ser um clima quente e muito úmido, devida à influência da Floresta Amazônica, que resulta na intensa evapotranspiração nessas regiões.

Por conta da evapotranspiração, esse clima é marcado por ter um alto índice pluviométrico, com médias de chuvas estimadas em 2500 mm e uma umidade relativa do ar de 80%. A temperatura média varia entre 25 e 29 °C.

O Clima Tropical Úmido engloba a maioria do Estado, e se configura por ter duas estações bem definidas: a chuvosa que vai de Janeiro até Junho, e a seca que vai de Junho a Dezembro. O índice pluviométrico em média por ano é de 1500 mm. A média térmica desse tipo climático varia entre 22 e 26 °C.

Nesse clima maranhense, há duas variações climáticas bastante significativas. A primeira presente no litoral sofre a influência da maritimidade, conforme já destacado no texto, que gera uma baixa amplitude térmica e uma maior quantidade de chuvas. Já no interior do Estado, a continentalidade é o fator climático mais influente o que traz uma alta amplitude térmica e um menor índice pluviométrico.

O clima Tropical Seco e Úmido é o clima com menor índice pluviométrico do Estado, com média anual de 1200 mm. Também tem duas estações definidas, em que o período chuvoso ocorre entre os meses de Março e Outubro, e o período de estiagem de Novembro a Fevereiro. Pela sua posição geográfica - Leste e Sudeste Maranhense – seu clima é mais seco por conta da proximidade da região semiárida nordestina.

As mudanças climáticas no Maranhão

Segundo estudos do Ministério do Meio Ambiente, os 217 municípios maranhenses, poderão ficar até 2070, mais quentes e secos. O estudo atesta que até esse ano a temperatura média do Estado poderá aumentar até 5 °C e ter uma diminuição de 32% em seu regime de chuvas.

Se a previsão for concretizada, a mudança climática pode trazer inúmeras consequências como a seca dos rios e o aumento no período de estiagem. Esses problemas podem trazer inúmeros prejuízos econômicos como a recessão em atividades como pesca, pecuária, agricultura, extração de madeira e babaçu.

Leia também:

Referências bibliográficas:

http://maranhaohoje.com/maranhao-nao-assina-acordo-em-que-os-estados-se-comprometem-a-enfrentar-mudancas-climaticas/

https://portal.fiocruz.br/noticia/estudo-inedito-mapeia-mudanca-de-clima-no-maranhao

https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_sigercom/_arquivos/ma_erosao.pdf

http://www.abclima.ggf.br/sbcg2016/anais/arquivos/eixo_3/trabalho%20(38).pdf

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