Florestas Equatoriais

Por Caroline Faria
Dá-se o nome de Floresta Equatorial a uma série de formações florestais localizadas nas regiões equatoriais que compreendem a Floresta Amazônica, e as florestas do sudeste asiático e em algumas regiões africanas (ex.: Congo).

Floresta equatorial. Foto: Pablo Hidalgo / Shutterstock.com

Floresta equatorial. Foto: Pablo Hidalgo / Shutterstock.com

A principal característica das Florestas Equatoriais são sua grande densidade e a presença de plantas de grande porte além das altas taxas de precipitação pluviométrica.

Presente em locais de baixa altitude e grande umidade, as Florestas Equatoriais apresentam uma rica variedade biológica e são caracterizadas como “autofágicas”, ou seja, elas se alimentam de si mesmas. Explicando melhor: o solo desse tipo de floresta geralmente é um solo jovem e com poucos nutrientes. Mas, a rápida ciclagem de nutrientes proporcionada pela decomposição acelerada (devido à umidade e à presença de um grande número de organismos decompositores) e em grande quantidade (por causa da vegetação densa que fornece muita matéria orgânica) disponibiliza a quantidade de nutrientes que o solo precisa para sustentar a imensa floresta. Um exemplo é a Amazônia onde apenas 14% do solo da região é considerado de boa fertilidade.

Por isso, o solo dessas florestas também é considerado altamente vulnerável ao processo de desmatamento uma vez que, ele só é fértil na presença de matéria orgânica que é fornecida pela vegetação (serrapilheira). Logo, as Florestas Equatoriais são mais vulneráveis ao desmatamento porque este altera de forma prejudicial todo o processo de ciclagem de nutrientes necessário para a manutenção da qualidade do solo (veja: Desmatamento da Amazônia).

Nas florestas Equatoriais a ciclagem de nutrientes ocorre de forma muito rápida e os nutrientes são reabsorvidos pelos vegetais antes mesmo que ocorra o processo de lixiviação (processo natural de escoamento dos minerais dissolvidos pela água da chuva ou dos rios e que pode causar erosão) garantindo o equilíbrio entre a demanda e a oferta de nutrientes. Sem contar que a grande quantidade de água disponível nessas regiões também é um fator determinante para a manutenção da Floresta Equatorial, pois, a água também traz consigo uma infinidade de nutrientes. Outro fator que possibilita tamanha exuberância é a quantidade de luz disponível que favorece o processo de fotossíntese (processo bioquímico de síntese dos materiais orgânicos, nesse caso realizado pelas plantas).

Na Amazônia, que abrange o Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela, são encontradas inúmeras espécies animais e vegetais, chegando a ser classificada como a maior biodiversidade do planeta. É também o local onde se encontra o rio mais volumoso do mundo: o Rio Amazonas. Na Ásia e na África a Floresta Equatorial desenvolve-se nas regiões de clima de monções (tipo de clima definido pelas variações das correntes de ar vindas do oceano).

Nas Florestas Equatoriais predominam os animais de porte pequeno e médio. Na Amazônia, por exemplo, encontram-se onças, peixes-boi, macacos, botos, antas, bichos-preguiça e principalmente anuros (sapos e rãs), na Ásia, os animais típicos são os tigres e os macacos pequenos, e na África podem ser encontrados os famosos gorilas. Mas, a maior variedade de espécies das Florestas Equatoriais encontra-se nas copas das árvores, são as aves. Isso se deve à grande quantidade de alimentos disponível como frutos e insetos. Na Amazônia, por exemplo, são mais de mil espécies catalogadas.