Período Quaternário

É conhecido pelo nome de Quaternário ou antropozóico, uma unidade de tempo utilizado para demarcar um período específico de desenvolvimento da Terra e da vida nela contida. Atualmente considerado um conceito defasado, o quaternário consiste no espaço de tempo que vai de 1,8 milhões de anos atrás até os dias de hoje. Sua elaboração é creditada ao geólogo francês Jules Desnoyers, que, em 1829 utilizou o termo quaternário pela primeira vez para caracterizar os depósitos recentes na França.

Último e mais breve dos períodos da era cenozóica, o quaternário teve como um de seus fatos mais importantes o aparecimento do homem. O grupo evoluiu a partir de antepassados comuns dos símios atuais até o aparecimento dos primeiros seres que podem ser qualificados de humanos.

Devido ao intervalo de tempo relativamente curto que este período abrange, alguns autores entendem que na verdade o quaternário seria uma espécie de prolongamento do terciário. O quaternário se divide em duas épocas, o pleistoceno, a mais antiga, que vai do início do período até cerca de 1,6 milhão de anos, e o holoceno, que cobre os últimos dez mil anos.

Além do surgimento do homem, outro acontecimento importante se deu com relação ao clima e a significativa redução de temperaturas, o que influenciou por sua vez a evolução da fauna e da flora, num fenômeno conhecido por glaciação. A glaciação teve vários intervalos (períodos interglaciais), a cada cem mil anos, aproximadamente. A redução da temperatura nos períodos glaciais afetou o nível dos oceanos que novamente se elevavam nos períodos interglaciais. O frio afetou ainda a flora e a fauna, com o desaparecimento de espécies vegetais e animais e os movimentos migratórios de outras espécies para regiões de clima mais ameno. Nos períodos interglaciais registraram-se novas invasões biológicas das regiões a norte, quando ficavam livres do gelo.

Com relação à flora, as pesquisas realizadas com fósseis indica que as espécies surgidas no início do quaternário ainda são basicamente as mesmas que atualmente se encontram na natureza. Situação diferente ocorre com a fauna, que experimentou mudanças significativas, destacando-se os moluscos marinhos (ostras) e gastrópodes (caracóis), que estão associados tanto ao clima quente quanto ao frio. Entre as espécies de clima quente, temos o surgimento de elefantes, rinocerontes e hipopótamos. Em clima ártico, destacam-se o mamute, a rena, o rinoceronte lanudo, o grande cervo e o urso das cavernas, além do tigre dentes-de-sabre (smilodon). Na América do sul, surgem os mamíferos desdentados como o megatério (conhecida também como preguiça gigante) e os gliptodontes (animal relacionado ao tatu).

Bibliografia:
Período Quaternário. Disponível em: <http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=2646>. Acesso em: 05 nov. 2012.
Quaternário. Disponível em: <http://www.fgel.uerj.br/Dgrg/webdgrg/Timescale/qua-fram.htm>. Acesso em: 05 nov. 2012.

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